terça-feira, 27 de abril de 2010

Polícia para quem precisa....

Hoje, em 2050, a segurança pública melhorou muito, consequentemente se gasta bem menos que 40 anos atrás. A 40 anos, contava meu avô, que a violência urbana esta insuportável e que as ações governamentais estavam muitas vezes limitadas ao enfrentamento dos marginais. Eu já nasci numa época que as coisas estavam melhorando mas mesmo assim as pessoas ainda tinham o habito de se trancarem em condomínios cheios de serviços, alguns viam isso como positivo (os que faziam rios de dinheiro com isso) eu via como um retorno as fortalezas da Idade Média, como estudei na escola.

Voltando a segurança pública, naquela época o enfrentamento era extremamente necessário, mas era necessário fazer mais, era necessário dar condições idéias de crescimento da dignidade do ser humano, principalmente os mais pobres.

Hoje as pessoas enxergam que a solução da violência vem de políticas duradouras, consistentes e de longo prazo baseadas prioritariamente na educação. A educação eleva o ser humano, mas ela não deve ser chata e nem vista simplesmente pelo fato de ser estar em uma sala de aula estudando currículos essenciais, mas que na cabeça de uma criança, são chatos. A educação precisa ser criativa e experimental, estimulando os sentidos e fixando o aprendizado, desta forma, sim, duradoura.

A educação e o aumento do senso critico, criou uma geração melhor neste últimos 40 anos, uma geração de pessoas melhores e mais conscientes, uma geração melhor de políticos. Maças podres sempre vão existir, mas hoje graças a Deus são minorias.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Chuvas de Outono

Desculpe pessoal, mas a vida moderna nos toma muito tempo apesar de diversas tentativas de se melhorar a qualidade de vida das pessoas, há sempre conquistas e derrotas. Estava lendo aqui uma noticia de 50 anos atrás falando sobre uma grande enchente que atingiu a capital do nosso estado, num dia de Abril, a cidade parou, como não acontecia fazia pelo menos 20 anos, mas o engraçado disto tudo é que mesmo assim, nossos governantes da época não aprenderam e ficaram 20 anos cometendo os mesmos erros.

Naquela época quase 300 pessoas morrerão em decorrência de deslizamentos de terra em encostas nas cidades do Rio de Janeiro e Niterói, foi uma comoção geral, foi muito triste e neste momento, novamente, autoridades, imprensa e população comentaram, falarão, se acusaram. Era o calor do momento, mas algo deveria ser feito. De uma vez por todas é impossível pois apesar de toda tecnologia, nunca vamos domá-la, ela é imprevisível, o que precisamos é de soluções duradouras, que causem menos impacto a população.

Mas desta vez medidas foram tomadas, ou melhor, começaram a ser tomadas, mas os resultados não são imediatos e muitas vezes não agradam a todos, mas o papel do governante é fazer o que é certo, na visão da maioria e fazer com que as minorias se encaixem a um padrão superior de bem estar.

Da mesma maneira que a população pobre e média se revolta contra ricos e poderosos inescrupulosos, não podemos fechar os olhos para a existência de pobres e médios que também possuem de ma fé e se aproveitam de uma tragédia própria para tirar proveito, ilegalmente, de uma situação de socorro emergencial.

Posso citar que na época, por palavras de meu avô, pessoas recebiam ajuda do estado para pagar aluguel de uma nova casa e ainda reclamavam do valor e a maioria não tinha mais nada além de terem recebido muitas doações de alimentos e roupas. Ele achava isto revoltante, pois o dinheiro era publico, o governo tem a função de administrá-lo (bem!). Muitas pessoas ainda acham que dinheiro do governo “brota” do nada, nasce milagrosamente, como... mágica. Essas pessoas reclamam e acham isso por a sua maioria nunca pagou um centavo de imposto por alguma coisa...

Apesar de tudo, as chuvas de 2023 foram menos catastróficas, pois se iniciou uma gradual e permanente remoção de pessoas de encostas e favelas, juntamente com a intensificação da fiscalização para evitar novas ocupações. Gradualmente novas linhas de transportes públicos chegaram à zona oeste, a principal área desocupada da cidade, para que estas pessoas fossem abrigadas. Construíram uma nova linha de trem passando pelo meio da Av. Brasil, uma obra revolucionária! Ao mesmo tempo escolas e grandes postos de saúde foram construídos, dando conforto a população de baixa renda com transporte rápido e barato.

O mais importante disso tudo é que a nova geração da população de baixa renda ganhou mais educação, esta percebendo (e nossos políticos também) que dinheiro público não nasce em arvores e que todos devemos contribuir para a construção de cidades cada vez melhores.

terça-feira, 30 de março de 2010

Previdência é social

Hoje em 2050 será o ano que a primeira geração de trabalhadores irá se aposentar desde a mudança da lei previdenciária a 35 anos atrás. Há grande expectativa em relação os futuros pensionistas que viram seus pais e avós sofrerem com o arcaico sistema previdenciário brasileiro. Ainda bem que ele foi embora!

A grande verdade é que muita coisa não da para inventar e a melhor coisa é copiar as melhores práticas que trazem bem estar a família brasileira. Nova Iguaçu não é vista mais como um município pobre e apenas servindo de dormitório, ganhou algumas indústrias de peso, com seu novo parque industrial, e recebeu bem a demanda de prestação de serviços que não comportava mais na capital, mas ainda existem municípios no país que a melhora da previdência social brasileira é mais bem percebida.

A pouco mais de 60 anos atrás a constituição de 1988 foi promulgada, colocando ali várias cláusulas petras que deveriam garantir o bem estar da população, mas durante quase 30 anos não foi bem assim que isso aconteceu, entretanto em 2015 uma nova constituinte foi realizada e alguns pontos mudados para melhor.

A partir daquela data, o nosso sistema previdenciário deixou de ser exclusivamente solidário, neste sistema a contribuição que nossos país e avós realizavam com 11% do salário era convertido no pagamento para o pagamento dos já aposentados e tentar cobrir o rombo da deficitária previdência social.

Depois desta assembléia constituinte houve um longo período de transição onde o governo baixou o teto máximo de salário dos contribuintes, a contribuição aumentou para 15%, porem ao contrario do que era feito antes, 10% deste valor era acumulado em forma de um seguro para o contribuinte, que receberia o montante corrigido ao final da sua jornada de 35 anos de trabalho.

Com os 5% restantes, são utilizados para pagar o teto das aposentadorias e com um trabalho de prevenção realizado em conjunto com os ministérios da Saúde e do Trabalho, com a ação de assistentes sociais que acompanha de perto todo trabalhador para que este mantenha a sua saúde perfeita, possa produzir mais e ter uma velhice mais saudável e tranqüila.

Este país esta mudando!

Prefeito Lindberg Farias é indicado ao senado

A 40 nos atrás exatamente no dia 28/03/2010 o então prefeito da cidade de Nova Iguaçu, Lindberg Farias vence a disputa pela indicação a candidatura o senado, contra Benedita da Silva, pelo partido dos Trabalhadores do então presidente da republica Luiz Inácio Lula da Silva. A vitória foi expressiva, o que demonstrou a força da nova geração de políticos do PT no estado do Rio de Janeiro.

O destino de Lindiberg já estava traçado antes mesmo de faturar a re-eleição para a prefeitura da cidade, ele não ia terminar o mandado, deixando a cidade no comando da sua vice, Sheila Gama. Lindberg inicialmente pretendia disputar a vaga ao governo do estado, mas a força do então governador Sergio Cabral Filho, inviabilizou totalmente um confronto direto, apesar de muitas farpas traçadas pelos dois durante dois anos consecutivos. A vaga ao senado virou um premio de consolação devido à complicada costura política em cima da candidatura a presidenta da ministra chefe da casa civil Dilma Rouseff.

Lindberg despontou no cenário político nacional em 1992 quando era presidente da União Nacional do Estudantes, entidade intimamente ligada ao partidos de extrema esquerda e comandou as passeatas dos cara-pintadas exigindo a saída do presidente Fernando Collor de Melo, envolvido em escândalos de corrupção. Transitou por alguns partidos políticos de esquerda e se elegeu deputado, voltou ao PT e recebeu a incumbência, em 2002, do então recém eleito presidente Lula, de comandar a virada política do PT na Baixada Fluminense e interior do estado do Rio de Janeiro, comandada por um histórico resquício do coronelismo. Em 2004 e 2008 venceu em primeiro turno o bloco (e fortíssimo) político comandado por Nelson Bornier. Credenciando-o frente ao comando nacional do PT a vôos mais altos e a sensação da meta (partidária) cumprida.

Lindiberg foi eleito por uma esmagadora maioria que acreditava em uma radical mudança na administração do município e no crescimento do investimento em infra-estrutura e social, pois muitos perceberam que para os planos políticos do “forasteiro” e do PT necessitavam de uma administração exemplar para dar certo. Seu primeiro governo teve um balanço positivo da população, com a realização de obras nos bairros mais afastados do centro, mas seu segundo mandato foi todo concentrado na passagem política para sua vice e na concentração de esforços para se destacar no cenário político nacional. Foi o mentor do prorama Bairro-Escola que recebi prêmios internacionais e se tornou referencia para outras cidades do Brasil e do mundo.

Curiosamente, durante este tempo Lindberg foi acusado várias vezes de corrupção e improbidade administrativa, pouco antes de sair da prefeitura foi acusado de inflar dados da educação no município para poder receber mais verbas federais para a educação. Chegaram a pedir o seu impeachement, 14 anos após ele fazer o mesmo para outro político...

domingo, 14 de março de 2010

Petróleo, Pre-Sal, Câmara e o Rio de Janeiro

Ola pessoal,

Novamente venho falar do presente, ao invés de falar do futuro...

Nosso Governador Sergio Cabral está bravando aos quatro cantos que o Rio vai falir por causa (da falta) dos (milionários) Royalties do Petróleo.

Sou cidadão Iguaçuano e Fluminense (apesar de ser Flamengo desde criancinha.. rs) e eu vejo essa situação de três maneiras:

Como cidadão fluminense que não quer ver seu estado falir, não quero que a lei mude, pois se já esta ruim, vai ficar pior.

Como cidadão fluminense consciente, eu fico triste com a incompetência dos governantes que até minha geração fizeram política baseada no dinheiro que não pertence somente a um ou dois estados, pertence ao Brasil. O Rio é um estado produtor. E daí? O petróleo esta no mar e não em terra, ou seja, não há impacto nenhum que ao meu ver mereça uma localidade especifica ser beneficiada com dinheiro a mais por causa disso.

Como cidadão brasileiro, o correto nem é que o dinheiro seja redistribuindo de forma mais "justa", pois no nosso país falou em milhões na mão de políticos a justiça com o povo nunca é feita.

Então no balanço acho que tudo deve continuar como esta, pois entre privilegiar estados que já são fortes (os que estão rindo a toa são São Paulo e Minas Gerais) e falir pequenas cidades (do Rio e Espírito Santo), a segunda opção é pior.

O estado do Rio de Janeiro vive do Cristo Redentor, do Pão de Açucar e do Passado de Capital Federal. O estado do Rio de Janeiro é piada em todos os outros estados da federação. O estado do Rio de Janeiro depois que perdeu a capital para Brasilia, acabou!

O estado tentou tomar um rumo novamente (de forma mais efetiva) no governo Marcelo Alencar (1994), retrocedemos (de um modo geral) com o Garotinho e a Garotinha e agora o Sergio Cabral chegou mais preparado e esta tentando fazer algo, mas 4 anos não são suficientes, nem 8, precisamos de uns 20 ainda....

Precisamos acabar com a dependência do petróleo, investir pesado em infraestrutura, saúde e educação. Mas como fazer? O estado sempre fazendo parcerias para os municípios se desenvolverem, sempre. O Estado nunca deve ser o executor de obras dentro de um município, deve ser sempre parceiro.

Bom, esse assunto da muito pano pra manga.., mas por enquanto vou ficar só até aqui...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Uma cidade ecologicamente correta… antes de 2050

 

Em Abu Dhabi esta sendo contruita uma cidade para ser totalmente sustentável, com minima emissão de carbono e pouca dependencia do petróleo. Seu nome é Masdar.

Claro, os Árabes nadam em petróleo, mas eles mesmos sabem que a cultura que foi criada baseada na ostentação americana, não vai da futuro (por muito mais tempo). Abu Dhabi é uma grande metropole.. no meio do deserto. No meio do nada e a beira do oceano e diferentente de cidades americanas e sul americanas, não há rios para gerar, de forma menos poluente, energia e aguá potável. Além de que o modelo americano de vida ou no original “American way of Life” levous os próprios americanos ao fundo do poço e puxaram muita gente junto.

A arquitetura é muito interessante onde os prediso são construidos para maximizar as sombras emanter a temperatura sempre amena.

Resolveram então criar esta cidade o mais ecológicamete possivel, até mesmo durante a sua construção onde cada passo da obra são medidas as emissões de carbono. O projeto todo custa vários bilhões, mas se conseguirmos alguns milhares em 40 anos poderemos também fazer a nossa parte.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Ecoturismo e turismo arqueológico

 

No post anteriror fiz uma fábula ecológica (não sei se 100% correta, pois não é a minah espacialidade..), mas veja como é o destino…

Estava na casa do meu cunhado e ele me convidou para ir a Jaceruba. Jaceruba, para que não conhece, fica no extremo norte da cidade no pé da serra onde fica localizada a Reserva Biológica do Tinguá. Esta região foi alvo de disputa (e até hoje de ressentimento) com o antigo e emancipado distrito de Japeri, pois geograficamente fica mais próximo deste município (para se localizar neste mapa, fica bem na extrema esquerda ao norte da cidade, na área verde). Pois bem, fazia pelo menos uns 20 anos que eu não ia lá e hoje, domingo de carnaval, estava lotado.

Havia muita gente fazendo churrasco (inclusive nós) e consumindo nos rusticos restaurasntes e bares que ficam a beira da cachoira e a entrada para a cachoira fica sempre atrás desses barres. Há descidas ingremes pela encosta da cachoeira, mas nada de extremo perigo. Apesar de muitas gente consumindo a agua não se encontrava com nivel de poluição exagerado, ao meu var baixo descarte nas aguas de copos plásticoas e latas de cerveja. Nós fizemos a nossa parte, o que consumimos colocamos em uma sacola plástica e procuramos lixeiras para depositar os restos.

Percebi então que la existem pousadas e descobri ainda neste site que internacionalmente existem recefrências a ecoturismo em Jaceruba. E percebi mais ainda que o (bom) ecoturimos não esta sendo bem aproveitado nesta região que passa por Tinguá, Adrianopolis, Rio d´Ouro e Jaceruba. Com execção de Tinguá que possui mais atenção turística(aqui, aqui, aqui , aqui e aqui), o restante esta no descaso.

Voltando a Jaceruba o acesso é sofrivel, o que demotiva muita gente. Os serviços são bem rusticos e, algumas vezes, com falta de higiene aparente. Ok, a localidade muitas vezes é atraida pela maioria pelo que apresenta hoje, mas acho que um pouco mais de organização, incentivando quem esta a ser mais organizado e com melhor aparencia (muitas vezes) pode tornar o local como um polo internacional de ecoturismo. A cidade tem de aproveitar isso, isso se chama progresso e da certo em muitos lugares do mundo.

A região possui forte apelo histórico, pois esta ligada diretamente, após a serra com miguel pereira que fez parte da Rota do Ouro, que vinha de Minas Gerais e quando chegava a Vila Iguaçu, este era escoado por embarcações até a baia de Guanabara pelo Rio Iguaçu, no Porto de Iguaçu, que hoje existe apenas um filete de água e uam pedra dentro de uma fazenda, esquecida, não catalogada e não visitada. Além da ferrovia que corta Tinguá e Jaceruba. Sem falar da Fazenda Bernardino, que pertenceu a Bernardino de Melo, pai do Comendador Soares.

Nós temos grande importancia histórica e politica no nosso estado, mas hoje somos vistos apenas como “pobres coitados que moram longe da capital”. Você quer continuar sendo tratado assim?

Você quer que nos próximos 50 anos nossos politicos nos vejam como eles nos vem nos ultimos 50 anos? “Pobres coitados que moram longe da capital”

Eu não quero, não quero mesmo!!!!