terça-feira, 30 de março de 2010

Previdência é social

Hoje em 2050 será o ano que a primeira geração de trabalhadores irá se aposentar desde a mudança da lei previdenciária a 35 anos atrás. Há grande expectativa em relação os futuros pensionistas que viram seus pais e avós sofrerem com o arcaico sistema previdenciário brasileiro. Ainda bem que ele foi embora!

A grande verdade é que muita coisa não da para inventar e a melhor coisa é copiar as melhores práticas que trazem bem estar a família brasileira. Nova Iguaçu não é vista mais como um município pobre e apenas servindo de dormitório, ganhou algumas indústrias de peso, com seu novo parque industrial, e recebeu bem a demanda de prestação de serviços que não comportava mais na capital, mas ainda existem municípios no país que a melhora da previdência social brasileira é mais bem percebida.

A pouco mais de 60 anos atrás a constituição de 1988 foi promulgada, colocando ali várias cláusulas petras que deveriam garantir o bem estar da população, mas durante quase 30 anos não foi bem assim que isso aconteceu, entretanto em 2015 uma nova constituinte foi realizada e alguns pontos mudados para melhor.

A partir daquela data, o nosso sistema previdenciário deixou de ser exclusivamente solidário, neste sistema a contribuição que nossos país e avós realizavam com 11% do salário era convertido no pagamento para o pagamento dos já aposentados e tentar cobrir o rombo da deficitária previdência social.

Depois desta assembléia constituinte houve um longo período de transição onde o governo baixou o teto máximo de salário dos contribuintes, a contribuição aumentou para 15%, porem ao contrario do que era feito antes, 10% deste valor era acumulado em forma de um seguro para o contribuinte, que receberia o montante corrigido ao final da sua jornada de 35 anos de trabalho.

Com os 5% restantes, são utilizados para pagar o teto das aposentadorias e com um trabalho de prevenção realizado em conjunto com os ministérios da Saúde e do Trabalho, com a ação de assistentes sociais que acompanha de perto todo trabalhador para que este mantenha a sua saúde perfeita, possa produzir mais e ter uma velhice mais saudável e tranqüila.

Este país esta mudando!

Prefeito Lindberg Farias é indicado ao senado

A 40 nos atrás exatamente no dia 28/03/2010 o então prefeito da cidade de Nova Iguaçu, Lindberg Farias vence a disputa pela indicação a candidatura o senado, contra Benedita da Silva, pelo partido dos Trabalhadores do então presidente da republica Luiz Inácio Lula da Silva. A vitória foi expressiva, o que demonstrou a força da nova geração de políticos do PT no estado do Rio de Janeiro.

O destino de Lindiberg já estava traçado antes mesmo de faturar a re-eleição para a prefeitura da cidade, ele não ia terminar o mandado, deixando a cidade no comando da sua vice, Sheila Gama. Lindberg inicialmente pretendia disputar a vaga ao governo do estado, mas a força do então governador Sergio Cabral Filho, inviabilizou totalmente um confronto direto, apesar de muitas farpas traçadas pelos dois durante dois anos consecutivos. A vaga ao senado virou um premio de consolação devido à complicada costura política em cima da candidatura a presidenta da ministra chefe da casa civil Dilma Rouseff.

Lindberg despontou no cenário político nacional em 1992 quando era presidente da União Nacional do Estudantes, entidade intimamente ligada ao partidos de extrema esquerda e comandou as passeatas dos cara-pintadas exigindo a saída do presidente Fernando Collor de Melo, envolvido em escândalos de corrupção. Transitou por alguns partidos políticos de esquerda e se elegeu deputado, voltou ao PT e recebeu a incumbência, em 2002, do então recém eleito presidente Lula, de comandar a virada política do PT na Baixada Fluminense e interior do estado do Rio de Janeiro, comandada por um histórico resquício do coronelismo. Em 2004 e 2008 venceu em primeiro turno o bloco (e fortíssimo) político comandado por Nelson Bornier. Credenciando-o frente ao comando nacional do PT a vôos mais altos e a sensação da meta (partidária) cumprida.

Lindiberg foi eleito por uma esmagadora maioria que acreditava em uma radical mudança na administração do município e no crescimento do investimento em infra-estrutura e social, pois muitos perceberam que para os planos políticos do “forasteiro” e do PT necessitavam de uma administração exemplar para dar certo. Seu primeiro governo teve um balanço positivo da população, com a realização de obras nos bairros mais afastados do centro, mas seu segundo mandato foi todo concentrado na passagem política para sua vice e na concentração de esforços para se destacar no cenário político nacional. Foi o mentor do prorama Bairro-Escola que recebi prêmios internacionais e se tornou referencia para outras cidades do Brasil e do mundo.

Curiosamente, durante este tempo Lindberg foi acusado várias vezes de corrupção e improbidade administrativa, pouco antes de sair da prefeitura foi acusado de inflar dados da educação no município para poder receber mais verbas federais para a educação. Chegaram a pedir o seu impeachement, 14 anos após ele fazer o mesmo para outro político...

domingo, 14 de março de 2010

Petróleo, Pre-Sal, Câmara e o Rio de Janeiro

Ola pessoal,

Novamente venho falar do presente, ao invés de falar do futuro...

Nosso Governador Sergio Cabral está bravando aos quatro cantos que o Rio vai falir por causa (da falta) dos (milionários) Royalties do Petróleo.

Sou cidadão Iguaçuano e Fluminense (apesar de ser Flamengo desde criancinha.. rs) e eu vejo essa situação de três maneiras:

Como cidadão fluminense que não quer ver seu estado falir, não quero que a lei mude, pois se já esta ruim, vai ficar pior.

Como cidadão fluminense consciente, eu fico triste com a incompetência dos governantes que até minha geração fizeram política baseada no dinheiro que não pertence somente a um ou dois estados, pertence ao Brasil. O Rio é um estado produtor. E daí? O petróleo esta no mar e não em terra, ou seja, não há impacto nenhum que ao meu ver mereça uma localidade especifica ser beneficiada com dinheiro a mais por causa disso.

Como cidadão brasileiro, o correto nem é que o dinheiro seja redistribuindo de forma mais "justa", pois no nosso país falou em milhões na mão de políticos a justiça com o povo nunca é feita.

Então no balanço acho que tudo deve continuar como esta, pois entre privilegiar estados que já são fortes (os que estão rindo a toa são São Paulo e Minas Gerais) e falir pequenas cidades (do Rio e Espírito Santo), a segunda opção é pior.

O estado do Rio de Janeiro vive do Cristo Redentor, do Pão de Açucar e do Passado de Capital Federal. O estado do Rio de Janeiro é piada em todos os outros estados da federação. O estado do Rio de Janeiro depois que perdeu a capital para Brasilia, acabou!

O estado tentou tomar um rumo novamente (de forma mais efetiva) no governo Marcelo Alencar (1994), retrocedemos (de um modo geral) com o Garotinho e a Garotinha e agora o Sergio Cabral chegou mais preparado e esta tentando fazer algo, mas 4 anos não são suficientes, nem 8, precisamos de uns 20 ainda....

Precisamos acabar com a dependência do petróleo, investir pesado em infraestrutura, saúde e educação. Mas como fazer? O estado sempre fazendo parcerias para os municípios se desenvolverem, sempre. O Estado nunca deve ser o executor de obras dentro de um município, deve ser sempre parceiro.

Bom, esse assunto da muito pano pra manga.., mas por enquanto vou ficar só até aqui...